Opções de Compra
Uma opção de compra confere ao seu titular o direito de comprar as ações-objeto,
ao preço de exercício, a qualquer instante até a data de vencimento, obedecidas
as condições estabelecidas pela Bovespa.
O lançador de uma opção de compra é uma pessoa que, por intermédio de seu
corretor, vende uma opção de compra no pregão, assumindo assim, perante a
Bolsa, a obrigação de vender as ações-objeto a que se refere a opção, após o
recebimento de uma comunicação de que sua posição foi exercida. Ele entregará a
totalidade das ações-objeto mediante o pagamento do preço de exercício.
Opções de Venda
Uma opção de venda dá ao seu titular o direito de, na data de vencimento, vender
as ações-objeto, ao preço de exercício, obedecidas as condições estabelecidas
pela Bovespa. Além disso, o titular pode, a qualquer tempo, negociar seu
direito de venda em mercado, através da realização de uma operação de natureza
oposta.
O lançador que, por intermédio de seu corretor, vende uma opção de venda no
pregão, assume perante a Bolsa a obrigação de comprar as ações-objeto, caso sua
posição seja designada para o atendimento de uma operação de exercício.
Nesse caso ele pagará o preço de exercício, recebendo as ações-objeto.
Prêmio – Preço da Opção
Em função dos direitos adquiridos e das obrigações assumidas no lançamento, o
titular (comprador) paga e o lançador recebe uma quantia denominada prêmio. O
prêmio ou preço da opção é negociado entre comprador e lançador, através de
seus representantes no pregão da Bolsa. Ele reflete fatores como a oferta e a
demanda, o prazo de vigência da opção, a diferença entre o preço a vista da
ação-objeto, a volatilidade de preço, bem como outras características da
ação-objeto.
O Exercício da Opção
É a operação pela qual o titular de uma opção de compra exerce seu direito de
comprar o lote de ações a que se refere a opção, ao preço de exercício. Da
mesma forma, o titular de uma opção de venda exerce o seu direito de vender o
lote de ações a que se refere a opção, ao preço de exercício.
A ocorrência de distribuição de proventos para a ação-objeto não provocará
alterações nas séries até então autorizadas, que serão ajustadas somente no
caso de exercício.
O número de ações-objeto da opção e/ou o preço efetivamente pago por ação no
exercício estão sujeitos a ajustes nos casos de distribuição de dividendos,
bonificações, subscrições, fracionamentos, grupamentos e reorganizações que
digam respeito à ação-objeto ou a seu emissor.
Dividendos
Se uma opção é exercida durante o período de distribuição de dividendos, é
deduzido do preço de exercício o dividendo pago. Exemplo: se o preço de
exercício é de $2.000,00, e tendo ocorrido a distribuição de um dividendo
líquido de $200,00, o preço efetivamente pago por ocasião do exercício é de
$1.800,00. Este ajuste é feito tanto para dividendos quanto para quaisquer
outros proventos em dinheiro.
Bonificação, Fracionamento e Outras Distribuições
Fracionamento e bonificações – ou quaisquer outras distribuições que aumentem o
número de ações da empresa emissora das ações-objeto – têm o efeito de elevar,
na mesma proporção, o número de ações-objeto cobertas pela opção, diminuindo
proporcionalmente o preço pago por ação no exercício, de forma que o valor da
operação de exercício, se realizada, permaneça o mesmo.
Se o titular de uma opção sobre ações-objeto, na qual a empresa emissora
distribuiu novas ações, exerce o seu direito, as ações são entregues na forma
“ex” e em um total igual ao lote-padrão da opção mais as ações distribuídas em
bonificação às componentes do lote. O preço efetivamente pago por ação no
exercício, sofre uma redução proporcional ao aumento do número de ações, embora
a quantia a ser paga seja a mesma.
Subscrição
As subscrições de novas ações ou quaisquer outros direitos de preferência
referentes à ação-objeto da opção, aprovados na vigência da opção, implicam o
atendimento do exercício com ações na forma “ex”, sendo deduzido do preço de
exercício o valor teórico do direito à subscrição, calculado pela Bovespa no
primeiro dia de negociação ex-direito.
Limites ao Exercício de Opções
As opções de compra podem ser exercidas a qualquer momento até o vencimento, sem
qualquer restrição. As opções de venda somente podem ser exercidas na data de
vencimento. Porém, se a Bovespa julgar necessário, para garantia da ordem no
mercado, pode antecipar o horário limite para o exercício no dia do vencimento,
ou mesmo suspender a realização das operações de exercício. Caso uma ação tenha
a sua negociação suspensa no mercado à vista, estão automaticamente suspensas
as operações de exercício de opções sobre aquela ação. A única exceção ocorre
quando a suspensão coincide com a véspera ou o dia de vencimento, ou abrange
essas duas datas. Nessas circunstâncias, é permitido o exercício das opções.
Opção de Compra - Aquisição
Ao se decidir pela compra de uma opção, o aplicador espera beneficiar-se de uma
elevação do preço da ação-objeto, com a conseqüente valorização do premio da
opção.
Pensando assim, e levando em conta seus objetivos de atuação no mercado, o
aplicador pode:
-
Utilizar opções de compra para obter maior retorno, ou seja, alavancar seus
ganhos
Como isso significa buscar mais lucratividade implica também expor seu
investimento a um maior grau de risco.
-
Como o prêmio de uma opção é sensivelmente menor do que o preço da ação-objeto a
que se refere, uma determinada quantia em dinheiro pode compra certo número de
ações correspondentes a uma quantidade de ações muito maior do que a que seria
possível adquirir no mercado a vista.
Assim, cada aumento no preço da ação-objeto costuma corresponder a um aumento no
premio da opção e a maiores retornos sobre a aplicação, pois a variação
percentual é maior para o prêmio. O mecanismo de alavancagem atua também no
sentido inverso: a queda na cotação pode ate levar a perda integral da
aplicação, ou seja, do premio pago.
-
Utilizar as opções de compra com alternativa para adquirir uma ação objeto
A compra de uma opção sobre ações que se deseja adquirir, e para as quais se
prevê uma alta de preço, permite ao aplicador reduzir o risco de que a cotação
da ação-objeto sofre uma grande alta.
-
Dessa forma, o aplicador assegura seu ganho em caso de alta, em caso de baixa,
sua perda se resume ao prêmio pago pela opção, ou apenas parte dele.
Em ambos os casos, porem, o aplicador tem vantagens, seja porque ganhou na
elevação do preço da ação-objeto, apesar de perder o premio no caso de baixa,
pode adquirir o titulo por um preço bem menor do que no momento inicial. E
ainda, como aplicou em opções apenas parte de seus recursos, pode, por exemplo,
fazer aplicações alternativas durante o período, aumentando seus ganhos ou, se
for o caso, diminuindo ou talvez anulando suas perdas.
-
Utilizar opções de compra como proteção para uma venda em margem
Um aplicador que realizou uma venda em margem, e que teme uma elevação no preço
da ação-objeto, pode, comprando uma opção, prevenir-se contra possível alta.
Se a cotação da ação realmente baixar, o lucro obtido na operação de venda em
margem será reduzido pelo valor do premio pago pela proteção da opção. Se por
outro lado, o preço se elevar, o investidor estará protegido contra uma perda
grande.
-
Utilizar opções de compra para fixar o preço de uma futura aquisição de
determinada ação
Se um aplicador acredita que o preço de uma ação é atrativo, mas não tem os
recursos necessários para comprá-la naquele momento, pode comprar uma opção e
assim fixar o preço. Quando puder concluir a compra de ação, exercerá a opção
dentro de seu prazo de validade e pagará o preço que julgou conveniente.
Essa pratica é particularmente interessante para os fundos, pois comprando
ações, podem beneficiar-se das diversas variações do preço no tempo, sem
comprometer seu fluxo de caixa.
Lançamento de Opções de Compra
Lançamento de opções pode oferecer lucros ao aplicador que acredita numa certa
estabilidade, numa pequena ou até numa grande baixa no nível de preços.
O lançamento sujeita o aplicador, durante o período de validade da opção a ser
designado pela BOVESPA, a entregar as ações-objeto da opção, contra o pagamento
do valor do exercício. As obrigações assumidas pelo lançamento de opções
somente se extinguem pelo seu exercício, pelo seu vencimento, se não forem
exercidas, ou ainda pelo fechamento da posição lançadora.
Designado para o exercício, o lançador não pode mais fechar sua posição. O
lançamento somente pode ser efetuado sobre séries autorizadas e publicadas pela
BOVESPA.
O lançamento de opção de compra coberta
Diz-se que uma opção e coberta quando o lançador deposita, em garantia, a
totalidade das ações-objeto a que se refere a opção lançada.
O objetivo básico do lançamento coberto é obter um retorno maior do que o que
seria conseguindo com a simples posse ou venda imediata das ações. Coberto o
lançamento, o aplicador reclassifica o seu nível de risco, deslocando o seu
ponto teórico de venda para um valor igual ao preço a vista da ação-objeto,
menos o premio recebido.
Com o mercado em baixa, o lançador coberto se protege ate o ponto em que o preço
a vista da acão-objeto for igual ao preço que ele pagou por ela, menos o valor
do premio recebido. Somente a partir deste ponto é que incorrera em prejuízo.
O lançador coberto pode fechar sua posição (veja adiante o texto sobre
fechamento de posição) e desta forma encerrar a obrigação assumida, liberando
sua ações para a venda imediata ou para a espera de maior valorização da
ação-objeto.
O lançamento de opção de compra descoberta
Uma opção é considerada descoberta quando o lançador deposita como garantia de
sua posição apenas uma margem em dinheiro, certificados representativos de
ouro, títulos públicos federais e privados, carta de fiança bancaria
incondicionada e ações autorizadas pela BOVESPA. Essa garantia deverá
corresponder a duas vezes o prêmio médio do pregão ou 10% do preço a vista, o
que for maior. Esse nível de garantia devera ser mantido perdurar sua posição
lançadora. O resultado proveniente das aplicações realizadas pela BOVESPA, dos
valores em dinheiro depositados como margem de garantia, é repassado às
corretoras, que se encarregam de distribuí-lo a seus clientes.
Essa operação serve aos aplicadores que acreditam numa queda nos preços, e que,
portanto, lançam opções que não possuem ou que pretendem vender rapidamente.
Dessa maneira, se o mercado realmente cair, o lucro dos aplicadores (no caso o
recebimento do premio) estará assegurado. Mas, se o preço da ação-objeto
superar o preço de exercício de opção, o lançador poderá, a qualquer momento,
ate a data do vencimento, ser designado para atender o pedido de exercício e
entregar as ações a que se refere a opção. O risco envolvido nessa segunda
hipótese é ilimitado, pois além das chamadas de recomposição de margem – que
ocorrerão à medida que o premio de opções desta serie for se elevando, o
lançador descoberto estará sujeito, se designado a atender o exercício, a
adquirir as ações em mercado a um preço, talvez, superior ao preço de exercício
mais o premio recebido.
O lançamento descoberto é, portanto, mais aconselhável para aplicadores
acostumados a riscos maiores e com capacidade financeira suficiente para
atender a chamadas de recomposição de margem (em casos de prejuízos na posição
descoberta) e/ou comprar as ações-objeto para cobertura de posição ou entrega
definitiva, caso ocorra o exercício.
O lançador descoberto que julgar conveniente pode, à semelhança do coberto,
fechar sua posição para encerrar suas obrigações, e apurar o lucro ou prejuízo
ate então acumulado. Pode também, cobrir sua posição, depositando as
ações-objeto da opção.
Opção de Venda - Aquisição
Ao adquirir uma opção de venda, o aplicador procura se beneficiar da queda no
preço a vista da ação-objeto e, por extensão, da valorização do prêmio da
opção.
Dessa forma, e de acordo com a postura que pretenda assumir nesse mercado, o
aplicador pode:
-
Realizar operação oposta de opção de venda
Um investidor que tem uma expectativa baixista, em relação à tendência de preços
de uma determinada ação, pode assumir uma posição titular de venda. Se suas
expectativas se concretizarem poderá, a qualquer tempo, reverter sua posição em
mercado ou, na data de vencimento, exercer seu direito de vender a ação-objeto
da operação ao preço de exercício, auferindo o lucro resultante da diferença
entre os preços de exercício e a vista e o valor do prêmio pago para adquirir a
opção.
Por outro lado, se as cotações da ação-objeto se elevarem, no mercado à vista,
acima do preço de exercício de sua opção, esse investidor não exercerá seu
direito de vender a ação-objeto e incorrerá em um prejuízo equivalente ao valor
do prêmio desembolsado.
No entanto, visando se proteger contra eventuais erros de avaliação, o aplicador
poderá, simultaneamente à aquisição de uma opção de venda, assumir uma posição
lançadora de opção de venda, a um preço de exercício menor ou igual ao preço de
exercício da posição titular.
A abertura dessa posição oposta, onde provavelmente o prêmio pago será maior do
que o prêmio recebido, resultará em desembolso líquido de prêmios.
Dessa forma, se realmente o preço da ação-objeto baixar no mercado a vista, o
investidor exercerá seu direito de vendê-la a um preço superior ao vigente no
mercado a vista. Esse lucro será crescente quanto maior for a queda dos preços
a vista, até o ponto em que atinja o preço de exercício da posição lançadora,
ponto de lucro máximo do investidor.
Por outro lado, se o preço a vista situar-se acima do preço de exercício da
posição titular, esse investidor incorrerá no seu máximo prejuízo, que é o
desembolso inicial de prêmios.
-
Utilizar opções de venda como proteção para uma compra a termo
Assim, se o preço da ação subir, o lucro apurado na operação será reduzido pelo
valor do prêmio pago pela opção. Por outro lado, se a cotação cair, o aplicador
estará protegido contra uma elevada perda ou, em alguns casos, terá garantido o
lucro na operação original de compra.
-
Utilizar opções de venda como proteção para ações de sua carteira
Um aplicador inseguro quanto à tendência futura do mercado e, portanto, quanto
ao comportamento de algumas ações de sua carteira, pode, mediante a aquisição
de opções, prevenir-se contra uma possível queda. Desse modo, se os preços de
alguns de seus títulos declinarem no mercado a vista, o aplicador terá fixado
um preço de venda (igual ao preço de exercício) que considera adequado,
deixando de correr os riscos de uma possível inversão de tendência. Neste caso
(queda do preço a vista), o aplicador pode fechar sua posição ou, na data de
vencimento, exercer a opção, lucrando em ambos os casos o equivalente ao que
teve de prejuízo no mercado a vista. Note-se que, se o mercado tivesse
continuado seu processo de alta (expectativa principal de quem possui ações), o
aplicador continuaria participando das elevações de preço, aumentando seu
retorno ainda mias, o que não aconteceria a quem tivesse vendido as ações a
vista no primeiro momento.
-
Utilizar opções de venda para atender expectativa de queda
Um aplicador que preveja queda nas cotações de ações que não detém, pode
adquirir uma opção de venda sobre essas ações e lucrar, se suas expectativas
estiverem corretas (isto possibilita a participação deste tipo de aplicador, o
especulador, atraindo-o ao mercado também na baixa). Se, ao contrário, o preço
se elevar, o aplicador perderá o prêmio pago pela opção.
Lançamento de opção de venda
Lançador de opções de venda deve depositar como garantia de sua posição uma
margem em dinheiro, certificados representativos de ouro, títulos públicos
federais ou privados, carta de fiança bancária incondicionada ou ações
autorizadas pela Bovespa, que correspondam a duas vezes o prêmio médio ou 10%
do preço de exercício, o que for maior, devendo manter esse nível durante a
existência de sua posição lançadora. A margem de garantia em dinheiro é
aplicada pela Bovespa e a remuneração obtida repassada às sociedades
corretoras, que se encarregam de distribuí-la a seus clientes.
O lançamento de opções de venda serve aos aplicadores que, acreditando em alta,
procuram receber rendas adicionais (prêmios) e/ou que aceitam a possibilidade
de adquirir a ação por um custo líquido inferior ao valor atual de mercado.
Assim, se o mercado subir ou se mantiver estável, o lançador terá assegurado o
seu lucro (igual ao valor do prêmio).
Por outro lado, se o preço da ação-objeto, na data de vencimento, cair abaixo do
preço de exercício da opção, o lançador poderá ser designado para atender ao
pedido de exercício, tendo então de adquirir as ações e entregar o valor de
exercício.
O risco no lançamento de opção de venda é elevado, mas, ao contrário do risco de
lançar opção de compra a descoberto, é limitado, isto é: o prejuízo potencial
máximo que um lançador pode ter é conhecido no momento em que é feita a venda
da opção em pregão; ele é igual ao preço de exercício menos o preço a vista do
momento do exercício e o prêmio recebido pelo lançamento (mas observe que o
limite máximo do prejuízo potencial ocorre se o preço a vista cair a zero).
O lançador de opções de venda deve, como os demais participantes desse mercado,
estar sempre atento à possibilidade de fechar sua posição, o que pode se
revelar mais aconselhável, em caso de lucro ou mesmo de prejuízo.
Fechamento de Posição
Posição Titular
-
A BOVESPA mantém disponíveis, em seu mercado de opções, operações que
possibilitam diversas formas de atuação, entre elas a que permite a realização
de lucro antes do seu vencimento, por uma operação de venda no mercado
secundário (1).
-
Um aplicador comprou, em marco, opções de venda sobre 100 mil ações ABC com
vencimento em junho, ao preço de exercício de $5,00, pagando de premio $0,50
por ação ($50.000,00 no total). Dois meses depois, com o preço da ação-objeto
no mercado a vista caiu, a opção teve seu premio elevado para $0,65. O titular
pode realizar o lucro, vendendo opções da mesma serie, encerrando sua posição e
ganhando o diferencial dos premio ($65.000,00 - $50.000,00 = $15.000,00) menos
os custos de transação.
Posição Lançadora
No mercado de opções, também é possível ao lançador antecipar o seu lucro ou
evitar o exercício, fechando sua posição mediante a compra de opção de serie
igual a lançada (2).
-
Um aplicador vendeu, em março, opções de compra sobre 100 mil ações ABC que
possuía, com vencimento para junho, ao preço de exercício de $5,00, recebendo
um premio de $0,50 por ação, $50.000,00 no total. Como o preço da ação-objeto
no mercado a vista caiu abaixo do preço de exercício, o premio da opção caiu
para $350,00. Se o lançador acredita que o preço a vista da ação vai diminuir
mais, é interessante que encerre sua posição lançadora, comprando ações de
serie igual a lançada, para realizar um lucro igual ao diferencial dos prêmios
($50.000,00 - $35.000,00 = $15.000,00) menos os custos de transação. Aí libera
suas ações para imediata venda no mercado a vista ou para um outro lançamento
num serie com preço de exercício mais próximo do preço a vista, e,
conseqüentemente, com premio maior, obtendo mais receita.
Se acreditasse que o preço da ação-objeto subiria em vez de cair, poderia, ao
fechar sua posição lançadora realizando lucro, guardar as ações para um venda
posterior no mercado a vista para outro lançamento de opções ou ainda passar a
titular de opções. Mas se o aplicador não possuísse as ações a que se refere a
opção e a alta do preço das ações houvesse elevado o premio para $0,65 por
ação, ele estaria sendo chamado para a manutenção do nível mínimo de margem.
-
Um aplicador, sem interesse ou condições de continuar atendendo a essas chamadas
ou de comprar as ações-objeto para responder ao provável aviso de exercício,
poderia comprar ações de serie igual às lançadas, encerrando suas obrigações
como lançador e apurando o prejuízo correspondente ao diferencial dos prêmios
($65.000,00 - $50.000 = $15.000) mais os custos de transação.
A operação de compra para o fechamento da posição, como a de venda, é efetuada
por intermédio de sociedade corretora, que devera, simultaneamente à realização
da operação de fechamento, indicar à BOVESPA o bloqueio de exercício de sua
posição. Isto somente será possível se a posição lançadora ainda não houver
sido designada para atendimento de um aviso de exercício. Nessa hipótese
lançadora, a operação de compra, em vez de fechar a posição lançadora, gera uma
posição compradora (titular) de opções, porem poderá ser fechada no mesmo
pregão, mediante uma operação de venda de opções (mesmo que isto ocorra no dia
do vencimento).
Em se tratando de opções de venda, o exercício somente poderá se dar na data de
vencimento.
A Operação de Exercício
O exercício de opção de compra pode ser efetuado a qualquer tempo até a data de
vencimento. O exercício da opção de venda somente pode ser realizado na data de
vencimento, mediante a entrega em pregão, pela sociedade corretora, do aviso de
exercício.
Após isso são selecionadas tantas posições lançadoras quantas forem necessárias
ao atendimento do aviso.
A designação para o atendimento do exercício de uma opção resulta do sorteio
realizado entre as posições lançadoras de opções de igual serie da opção
exercida.
A BOVESPA permite que o titular de uma opção de compra exerça sua opção e venda
as ações-objeto no mesmo pregão. Também garante ao titular de uma opção de
venda a oportunidade de comprar no mercado a vista as ações que serão entregues
no exercício. Essa possibilidade proporciona uma agilidade maior ao aplicador
que procura se aproveitar dos diversos diferenciais de preços e de taxas
existentes no mercado.
Assim o lançador de uma opção de compra pode comprar a vista no mesmo pregão em
que é exercido, e o lançador de uma opção de venda pode vender a vista as ações
que não querem. Todas as operações de exercício são registradas em pregão como
compra e venda a vista das ações-objeto.
A suspensão da negociação de uma ação-objeto implica a suspensão do recebimento
pela Bolsa das solicitações de exercício. Nos casos em que a suspensão da ação
se de nos últimos dias de um prazo de validade de opções, apenas aquelas que
vençam nessa data poderão ser exercidas.
Sistema de Garantia
Quando um aplicador assume uma posição lançadora de opções de compra,
compromete-se também, contratualmente a, se designado para atender um aviso de
exercício, entregar as ações-objeto a que se refere a opção obrigação do
lançador perante o sistema é garantido pelo depósito efetuado pela sociedade
corretora das próprias ações-objeto em custodia (lançamento coberto) ou pelo
deposito de margens que o lançador é obrigado a efetuar manter nos níveis
requeridos pela BOVESPA (lançamento descoberto).
O aplicador que assume uma posição lançadora de opções de venda esta também se
obrigando a, se for exercido, pagar o valor de exercício da opção, mediante o
recebimento das ações-objeto. A garantia que o lançador fornece ao sistema,
perante o qual assumiu a obrigação, é o depósito de margens efetuado por
intermédio da sociedade corretora, e que deve ser mantido nos níveis requeridos
pela BOVESPA.
Os lançadores de opções estão obrigados a manter as garantias exigidas pelas
Bolsa, junto às sociedades corretoras, as quais podem, para sua segurança,
solicitar garantias adicionais de seus clientes.
Para o lançamento coberto, a sociedade corretora deve depositar a totalidade das
ações-objeto no mesmo dia em que foi realizada a operação em pregão ou efetuar
compra a vista para a cobertura.
É possível substituir as garantias referentes a uma posição coberta, ou seja,
retirar as ações-objeto, desde que haja uma autorização pela BOVESPA e o
respectivo depósito de margem em dinheiro, certificados representativos de
ouro, títulos públicos federais ou privados, carta de fiança bancaria
incondicionada ou ações autorizadas pela BOVESPA.
Se um lançamento é feito em descoberto, a sociedade corretora deve depositar
garantias referentes ao total de posições descobertas, no nível requerido pela
BOVESPA o qual será mantido ate o vencimento da opção ou fechamento da posição.
O nível de garantia é calculado diariamente e deve corresponder a, no caso de
opção de compra, duas vezes o premio médio do pregão ou 10% do preço médio a
vista, o que for maior e, no caso de opção de venda, a duas vezes o premio
médio do pregão ou 10% do preço de exercício, o que for maior (3).
Quando o nível de garantia, a sociedade corretora é chamada a recompô-lo, de
modo a manter sempre exigido. Por outro lado, ocorrendo excedente de garantia
depositada, este é devolvido à sociedade corretora.
-
A titulo de exemplo, suponhamos que uma determinada corretora efetue um
lançamento de 100.000 ações ABC ao premio de $0,50 por ação, em um pregão em
que ocorram outros negócios com a mesma serie de opção, ficando o premio médio
em $0,45. A margem requerida é igual a duas vezes $0,45, ou seja, $0,90 por
ação. É importante atentar para o fato de que a corretora esta entregando $0,90
por ação em garantia de posição de seu cliente e, ao mesmo tempo, recebendo
$0,50 por ação, correspondente ao premio das opções lançadas.
Imagine-se o lançador exercido de um opção de compra: ele deve entregar as
ações-objeto e receber a quantia depositada como margem, alem do preço de
exercício das opções, pago pelo titular. Se o lançador de uma opção de venda, e
tiver sido designado para atender ao exercício: ele deve pagar o preço de
exercício e receber a margem de volta junto com as ações-objeto entregues pelo
titular.
Conforme o comportamento do mercado, o lançador descoberto que esteja com
prejuízo é chamado a recompor o nível de garantia.
Tanto a margem inicial como as possíveis chamadas de recomposição devem ser
depositadas na BOVESPA no primeiro dia útil subseqüente à constatação – pelo
sistema de garantias – de sua necessidade.
A BOVESPA poderá arbitrar, segundo critérios fixados por sua Superintendência
Geral, os prêmios que não estiverem compatíveis com o mercado.
Posições Opostas aceitas como Garantia
Não será exigido deposito de garantia para as posições de natureza oposta no
mercado de opções, detidas por um mesmo comitente e intermediadas por uma mesma
sociedade corretora, desde que:
-
o vencimento da posição titular seja o mesmo ou posterior ao da lançadora;
-
o preço de exercício da posição lançadora seja maior ou igual ao preço de
exercício da posição titular, no caso de opções de compra;
-
ou o preço de exercício da posição lançadora seja maior ou igual ao preço de
exercício da posição titular, no caso de opções de venda.
Se o preço de exercício da opção detida pela lançadora for menor que o preço de
exercício da posição titular, no caso de opções de compra, ou superior, no caso
de opções de venda, será exigido, como garantia, deposito de valor igual a
diferença verificada.
O Prêmio das Opções
O prêmio (preço) pelo qual uma opção pode ser comprada ou vendida é determinado
pelo acordo entre as partes numa transação no pregão da Bovespa. O prêmio é
pago pelo titular e recebido pelo lançador da opção, seja ele de compra ou de
venda.
Seu valor depende da tendência de alta ou de baixa que os preços das opções
possam apresentar, pela existência de maior número de aplicadores querendo
comprar ou vender opções. No caso de operações de “spread” é apregoado apenas o
saldo líquido dos prêmios das séries de opções envolvidas na operação.
Os prêmios são influenciados por três componentes na sua formação:
-
Valor Intrínseco
Este valor é obtido através de subtração do preço de exercício da opção do preço
a vista da ação-objeto, no caso de opção de compra, e inversamente, no caso de
opção de venda.
Uma opção de compra com preço de exercício superior ao preço a vista da
ação-objeto não tem valor intrínseco, já que não representa nenhuma vantagem
comparativamente à compra a vista de ações. Da mesma maneira, não e vantagem o
fato de o preço a vista ser superior ao preço de exercício de uma opção de
venda (4).
-
Se o preço da ação ABC PN for $8,50, a opção de compra ABC/agosto/8,00 terá um
valor intrínseco de $0,50; de $0,80 se este preço for $8,80 e assim por diante.
Se no mercado à vista o preço da cão ABC PN for menos que $8,00 ($7,50 por
exemplo), então considera-se que a opção de compra ABC/agosto/$8,00 não tem
valor intrínseco.
-
Uma opção de venda ABC PN/agosto/$8,00 terá um valor intrínseco de $0,50, se o
preço a vista da ação-objeto for $7,50; de $0,80, se este preço for $7,20, e
assim por diante. Se o preço a vista for superior ao preço de exercício, não
haverá valor intrínseco. Assim, quando a ação ABC estiver cotada a $8,00 não
possuirá valor intrínseco.
-
Valor do Tempo
O premio de uma opção antes de seu vencimento é geralmente superior ao seu valor
intrínseco. Alem disso, mesmo as opções sem valor intrínseco podem ter um preço
de mercado (premio), desde que haja alguém disposto a pagá-lo. Isso porque o
premio de uma opção deve remunerar seu lançador pela imobilização de recursos.
A remuneração que exige o lançador pela imobilização de recursos depende
basicamente de suas expectativas, do prazo da opção e da taxa de juros vigente
no mercado financeiro.
O aplicador também quer ser remunerado pelos riscos e por suas obrigações como
lançador. Dessa forma, de acordo com o nível de risco que é apresentado pelas
ações, o lançador estabelece a remuneração que deseja. Um dos fatores de risco
é o grau médio de variação das cotações da ação-objeto no mercado a vista, num
determinado período de tempo, ou seja, a volatilidade, ressaltando-se que,
quanto mais volátil for a ação, maior será a remuneração exigida pelo lançador.
Essas duas parcelas do premio – os juros e a remuneração pelo risco – vão se
reduzindo gradativamente ao longo do período de vigência de uma opção, de forma
que, na data do vencimento, o preço da opção corresponda apenas ao seu valor
intrínseco, seja ela o tiver. Após a data de vencimento, as opções não
exercidas não têm qualquer valor.
Exemplo: Uma opção de compra ABC/agosto/$8,00 foi negociada no dia 15 de abril
por um premio de $0,50 por ação. Se nesse dia o preço a vista da ação ABC PN
permaneceu estável em $8,00, tem-se que o total do premio pago pela opção
correspondeu apenas as parcelas de juros e remuneração de risco. Se a mesma
situação ocorresse no dia 15 de maio, o premio ao qual a opção seria negociada
estaria abaixo dos $0,50, por ação, caso não se alterassem as condições no
mercado financeiro. Além, naturalmente, das expectativas do aplicador quanto ao
desempenho da ação-objeto.
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